18.8.10

Ônus

A esperança me chama,
e eu salto a bordo
como se fosse a primeira viagem.
Se não conheço os mapas,
escolho o imprevisto:
qualquer sinal é um bom presságio.

Seja como for, eu vou,
pois quase sempre acredito:
ando de olhos fechados
feito criança brincando de cega.
Mais de uma vez saio ferida
ou quase afogada,
mas não desisto.

A dor eventual é o preço da vida:
passagem, seguro e pedágio.

Lia Luft

Um comentário:

Inominável Ser disse...

E a chegada
sempre
segue um rumo
de toda certeza
da vitoriosa campanha
de nossas
internas andanças
na mais longa
estrada
de todos os
eternos dias
de nossa
eterníssima
vida